ENGLAND BLACK AND WHITE



Olá nação brasileira! Sejam todos muitíssimos bem vindos ao blog England Black and White.

Para informações sobre este blog, verifiquem a primeira postagem (20 de abril de 2010)


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sexta-feira, 18 de junho de 2010

Security X Freedom

Caros filhos dessa terra,
Novamente peço desculpas pela falta de atualização. O mês está sendo complicado com provas finais e com a morte de minha bisavó.
Mas a vida continua - segue mais um artigo.
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A magnífica Londres, bem como todo o resto do Reino Unido, impressiona com seus altos níveis de segurança. Claro que não é “crime-free”, porém possuem uma polícia eficiente, praticamente incorruptível e uma logística anti-crime um tanto quanto impressionante. Isso foi auxiliado, e muito, pelas “CCTVs” (Closed-Circuit Television) por mais de 15 anos.

A vigilância no Reino Unido por meio de câmeras iniciou-se em 1960. Neste ano, duas câmeras foram instaladas pela Metropolitan Police na Trafalgar Sq. para monitorar a segurança na visita da família real Tailandesa. Devido ao sucesso, em 1961 instalaram-se câmeras nas estações de trens e ali se iniciou uma nova era da segurança. Em 1969 eram 67 câmeras em todo Reino Unido, sendo a grande maioria em Londres, perto da sede do governo britânico e o número continuou a aumentar hexobarbitalmente, incluindo câmeras em auto-estradas, Metrôs, e nos grandes centros políticos-econômicos.
Mas foi em 1994 que as CCTVs (sistema de circuito fechado de monitoramento) tornaram-se conhecidas. Com o slogan “CCTV: Looking Out for you” John Major, então Primeiro Ministro, discursou: “I have no doubt we will hear some protest about a threat to civil liberties. Well, I have no sympathy whatsoever for so-called liberties of that kind." (Não tenho dúvidas de que iremos ouvir algum protesto sobre uma ameaça às liberdades civis. Bem, não tenho qualquer simpatia pelas liberdades chamados dessa natureza.)

Para alguns, contudo, chegou-se a um ponto que o aumento das CCTVs não significa, diretamente, uma diminuição do crime. Muitos criticam o aumento de câmeras, considerando que o dinheiro dessas novas câmeras poderiam ser melhor aplicados em outras áreas, dentro do tema segurança, como em iluminação das ruas. As CCTVs hoje auxiliam Londres, por exemplo, com mais de 10 mil câmeras com um custo total de 200 milhões de libras.
Contudo, a principal critica é também a mais antiga – a privação da liberdade civil.

Nesse contexto que dois bairros muçulmanos em Birmingham, cidade localizada entre Londres e Liverpool (Noroeste), estão, através de seus representantes comunitários, lutando contra as câmeras de vigilância. A instalação das câmeras tornaram-se notícia após o jornal inglês, The Guardian, denunciar que as câmeras foram instaladas como um combate contra o terrorismo. O ato foi considerado absurdo e preconceituoso e as câmeras não foram ativadas após grande pressão pública. No total eram 169 câmeras instaladas com reconhecimento automático de placas de veículos, número três vezes maior que o número de câmeras instaladas no centro da cidade.

O Projeto Champion, como foi nomeado, tornou-se matéria inclusive política. Os vereadores da cidade defenderam-se dizendo que foram totalmente enganados pois foram levados a acreditar que as câmeras foram instaladas para combater comportamentos anti-sociais, o tráfico de drogas e roubo de veículos. Após a divulgação bombástica realizada pelo jornal, demandaram a total retirada das câmeras e uma investigação completa sobre o assunto.
As câmeras foram instaladas por um grupo anti-terrorista da polícia que o fizeram para "impedir ou prevenir o terrorismo ou ajudar a processar os responsáveis". Fontes policiais disseram que a iniciativa foi o primeiro de seu tipo no Reino Unido, tentando controlar uma população considerada "de risco", extremistas. O Parlamento planeja denunciar o ato como uma violação grave dos direitos civis.

O grupo admite que deveria ter melhor explicado a função das câmeras e defendem-se dizendo que a instalação foi realizada não somente como um ato anti-terrorista, mas com base nos dados de criminalidade do local. Não sendo suficiente, advogados de Direitos Humanos pretendem entrar com uma ação judicial contra o grupo.

No Brasil, já temos câmeras espalhadas por cidades, como no Rio de Janeiro mas estamos longe da dependência destas. As câmeras auxiliam, de uma forma mínima, a polícia e os investigadores e, mesmo assim, já tivemos discussões acerca da liberdade civil.

Mas não podemos nos dar ao luxo de discutir liberdade civil sem um sistema de segurança eficiente implantado. O direito à vida é superior à liberdade. Necessitamos importar a tecnologia inglesa e implantar de forma eficiente câmeras nos grandes centros urbanos para ajudar no combate ao crime. Tudo deve ser feito de forma gradual e através de câmeras “escondidas” como é realizado no Reino Unido. Câmeras em buracos na parede, em bancos de praça, em àrvores. Locais que não serão destruídas ou vandalizadas. Não é um Estado de Polícia, mas uma privação necessária à nossa segurança. Devido às pessoas, muitas vezes inúteis, que colocamos no poder, deixamos nossa segurança chegar a um ponto alarmante. Sem um planejamento adequado, ou que pelo menos solucionasse os maiores problemas, acabamos por nos acostumarmos com notícias trágicas nos jornais. Isso é errado.

Vale, contudo, lembrar, que nada adianta câmeras sem um bom policiamento e uma boa educação. A câmera é uma auxiliadora, somente, e não resolverá o grande problema brasileiro.
England, my perfect Brazil
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Fontes:

http://www.thisislondon.co.uk/news/article-23412867-tens-of-thousands-of-cctv-cameras-yet-80-of-crime-unsolved.do

http://www.notbored.org/england-history.html

http://www.guardian.co.uk/uk/2010/jun/17/birmingham-stops-muslim-surveillance-scheme

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